Mais Gestão
  • Programas de compras institucionais foi tema de Seminário para ampliar a participação das cooperativas nas políticas públicas

     

    Seminário foi transmitido ao vivo pelo canal do Mais Gestão Estados do Sul no Youtube

    Aconteceu no dia 20 de maio o Seminário: Programas de Compras Institucionais – PAA e PNAE. Esta foi uma atividade realizada pelo Programa Mais Gestão Estados do Sul para apresentar as políticas públicas de compras institucionais aos dirigentes e cooperados das cooperativas e empreendimentos da agricultura familiar, reforma agrária e economia solidária atendidas pelo Mais Gestão e também a estudantes de Ciências Agrárias e agentes de desenvolvimento rural.

    No Brasil, programas de compras institucionais são políticas públicas para viabilizar a aquisição de alimentos e produtos da agricultura familiar por órgãos públicos, como governos estaduais, municipais e federais, visando atender às necessidades de outros programas sociais, como escolas, hospitais, assistência social, entre outros. O objetivo final das compras institucionais é reduzir a insegurança nutricional, fomentar a agricultura familiar de modo mais sustentável e contribuir para a soberania alimentar do País. 

    O Seminário foi apresentado pelo professor e engenheiro florestal Julian Perez-Cassarino, que atua junto à Coordenação Geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB), do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).  A atividade foi realizada de forma remota e síncrona e teve transmissão ao vivo pelo canal do youtube do Programa Mais Gestão Estados do Sul, e está disponível para acesso na página. A SEAB ofereceu este Seminário exclusivamente para as cooperativas do Mais Gestão Estados do Sul. 

    Julian Perez-Cassarino fez um grande painel dos Programas de compras institucionais, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) conduzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, conduzido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Além de apresentar a diferença entre os dois programas, Julian explicou os objetivos de cada um e os procedimentos administrativos que os órgãos públicos e cooperativas precisam tomar para acessar e viabilizar os programas para o público alvo.

    Representantes e dirigentes dos empreendimentos da agricultura familiar atendidos pelo Mais Gestão participaram da atividade.

    A atividade, com caráter informativo e instrutivo, teve como meta ampliar a participação das cooperativas, associações e empreendimentos da agricultura familiar, reforma agrária e economia solidária nas políticas públicas de compras institucionais. E, ainda, contribuiu para aproximar a discussão sobre a efetividade de políticas de compras institucionais como estratégia de execução dos objetivos de desenvolvimento sustentável como o fortalecimento da segurança e soberania alimentar e nutricional. No final da apresentação do Seminário teve espaço para debate e discussão entre os participantes. 

    O Seminário de Compras Institucionais do Programa Mais Gestão Estados do Sul está disponível no canal do Youtube. Acesse aqui para assistir. Siga o canal.

     


  • Programa Mais Gestão Estados do Sul promoveu oficina de formação  para uso da plataforma de comercialização das células de consumidores responsáveis (CCR) das cooperativas do litoral de Santa Catarina

     

    Numa parceria com o Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf), o Programa Mais Gestão Estados do Sul realizou no dia 30 de abril uma oficina de formação para uso da plataforma de comercialização das células de consumidores responsáveis (CCR) das cooperativas do litoral de Santa Catarina. 

    Representantes dos empreendimentos da agricultura familiar na oficina promovida pelo Mais Gestão e Lacaf.

    As Células de Consumidores Responsáveis (CCR) são um projeto do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (Lacaf), da UFSC, que está em curso desde 2017. O projeto tem o objetivo de fortalecer os circuitos curtos de comercialização na região da Grande Florianópolis através da venda direta de alimentos orgânicos/agroecológicos, da educação para o consumo e do consumo responsável. 

    A oficina foi realizada no laboratório de informática do Centro de Ciências Agrárias da UFSC e visou a formação para utilizar a plataforma que está em fase de testes. Participaram da atividade representantes de empreendimentos que são atendidos pelo Programa Mais Gestão e também atuam com a proposta da CCR: Associação de Agroecologia, Desenvolvimento e Educação Ambiental (Agrodea), Associação de Produtores de Alimentos Orgânicos e Coloniais (Apaoc), Coperfamília, Cooperativa Sabor da Terra (Cosat) e Grupo Ilha Meiembipe – Núcleo Litoral Sul Rede Ecovida.

    A formação teve o objetivo de instruir quanto ao uso de comandos necessários para a gestão da plataforma como inserção de consumidores, produtos e cestas, organização das tabelas de produtos e alteração de preços. Esta atividade é uma das ações inovadoras do Programa Mais Gestão para qualificar os empreendimentos da agricultura familiar na área de vendas e inserir as cooperativas e associações em operações nos cenários digitais.

     


  • Oficina sobre o Selo Nacional da Agricultura Familiar teve ampla participação de agricultores e empreendimentos da agricultura familiar atendidas pelo Mais Gestão Estados do Sul 

     

    Para fomentar a solicitação e a visibilidade do Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) que tem como objetivo identificar e valorizar os produtos da agricultura familiar no Brasil, o Programa Mais Gestão Estados do Sul promoveu no dia 12 de maio uma oficina para orientar agricultores e entidades da agricultura familiar sobre o uso do selo. A solicitação do selo é realizada por meio do portal Vitrine da Agricultura Familiar, que é uma iniciativa da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 

    Oficina aconteceu de modo online.

    O evento foi realizado de modo virtual e foi conduzido pelos representantes da SEAB Ademilton Santos e  Edson Donagema, que contou com a medição do professor Cristiano Desconsi, da UFSC. Ademilton e Edson apresentaram não apenas os critérios que agricultores e empreendimentos da agricultura familiar precisam ter para fazer a solicitação do uso do Selo, mas também os benefícios do seu uso, como o reconhecimento dos produtos da agricultura familiar, a rastreabilidade e fortalecimento da conexão entre produtores e consumidores. 

    Entre os requisitos para obter o selo é necessário ter inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Física ou Jurídica, cumprir as obrigações legais para a produção e a comercialização dos produtos, atender às regras sanitárias, ambientais, de consumo e de segurança do trabalho aplicáveis à produção e à comercialização dos produtos. O Senaf tem validade de dois anos e pode ser renovado. O selo é identificado com um código QR e número de série, permitindo rastreabilidade da origem dos produtos.

    Selo Nacional da Agricultura Familiar é alternativa que dá visibilidade aos produtos da Agricultura Familiar

    A oficina contou com a participação de representantes das cooperativas atendidas pelo Programa Mais Gestão dos três estados da região  Sul. Segundo Ademilton Santos e Edson Donagema, a meta da SEAB é incluir todas as cooperativas atendidas pelo Mais Gestão no portal da Vitrine da Agricultura Familiar. Os representantes das cooperativas e agricultores que participaram da oficina viram com otimismo a realização da atividade. “Esse Selo faz toda a diferença para nossas agroindústrias na venda de seus produtos, principalmente em feiras e no mercado comum”, declarou Liliane Rodrigues da Fonseca, da Associação dos produtores Rurais de Lunardelli, do Paraná. 


  • Selo Nacional da Agricultura Familiar identifica a origem e aproxima agricultores e consumidores nos mercados

    Instituído em 17 de novembro de 2023, por meio da Portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nº 37, o Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) foi criado com o objetivo de identificar e valorizar os produtos da agricultura familiar no Brasil, promovendo sua rastreabilidade e fortalecendo a conexão entre produtores e consumidores. O selo é destinado a agricultores familiares e suas organizações, como cooperativas e associações, que atendam aos critérios estabelecidos pelo programa.

    O SENAF pode ser solicitado gratuitamente por agricultores familiares com inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), como pessoas físicas, e também pelas associações e cooperativas da agricultura familiar. A solicitação e a renovação do selo é realizada por meio do portal Vitrine da Agricultura Familiar. Para solicitar o SENAF é necessário possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Física ou Jurídica, cumprir as obrigações legais para a produção e a comercialização dos produtos, atender às regras sanitárias, ambientais, de consumo e de segurança do trabalho aplicáveis à produção e à comercialização dos produtos. Ao solicitar o Selo, os agricultores familiares ou as organizações da agricultura familiar, associação ou cooperativa, terão um login e senha para cadastramento e/ou alteração nas páginas de produtos da Vitrine da Agricultura Familiar

    A Vitrine da Agricultura Familiar é uma iniciativa da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB)  que desenvolveu o portal para que os produtos sejam expostos e assim aproximar a agricultura familiar do mercado consumidor, nacional e também internacional. A Vitrine contribui para aumentar o reconhecimento dos produtos da agricultura familiar no mercado e garantir transparência e confiança aos consumidores, permitindo que conheçam a origem dos produtos. Além disso, a iniciativa estimula a comercialização desses produtos favorecendo o desenvolvimento local e regional e também incentiva práticas mais sustentáveis.

    Para receber o selo, os produtores devem comprovar sua condição de agricultor familiar, de acordo com a Lei da Agricultura Familiar, e demonstrar conformidade com os requisitos de qualidade e sustentabilidade definidos pelo MDA. Desde sua criação, o SENAF tem facilitado a identificação dos produtos familiares nos mercados e supermercados brasileiros, aproximando consumidores e pequenos produtores. Ele também tem incentivado o consumo consciente, reforçando a importância da agricultura familiar como motor do desenvolvimento sustentável no Brasil. A iniciativa destaca a diversidade e riqueza da produção agrícola nacional, contribuindo para o fortalecimento da economia local e a preservação cultural. Mais informações podem ser obtidas por meio deste link


  • Mais Gestão Estados do Sul abre seleção para bolsa de ações afirmativas de graduação

    Está aberto um processo seletivo para estudantes de graduação de ações afirmativas para atuar e desenvolver atividades junto ao Programa Mais Gestão Estados do Sul. O Programa, que é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), oferece assistência técnica em gestão organizacional para os empreendimentos, cooperativas e associações da agricultura familiar nos três estados da região Sul. A vaga disponível é reservada à Política de Ações Afirmativas (PAA).

    Esta seleção visa ao preenchimento do quadro da equipe interna do Mais Gestão que irá desempenhar atividades de apoiar o assessoramento, a formação e o acompanhamento de demandas das organizações da agricultura familiar que participam do Programa Mais Gestão para promoção e fortalecimento de cooperativas, associações e empreendimentos solidários da agricultura familiar Estados do Sul do Brasil: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A pessoa bolsista atuará sob orientação de um plano de trabalho com supervisão de membros a serem indicados pela Coordenadora Geral do projeto. O plano de trabalho será elaborado conjuntamente com a pessoa bolsista e a equipe executora do Mais Gestão.

    A Fepese será responsável pelo cadastramento da pessoa bolsista selecionada, bem como pelo pagamento da bolsa. Para se inscrever, os estudantes de graduação devem estar regularmente matriculados na Universidade Federal de Santa Catarina e enviar e-mail para o endereço: maisgestao.ufsc@gmail.com até o dia 10 de abril, com o assunto “Inscrição Edital 07/2024”. O candidato deve também anexar obrigatoriamente os seguintes documentos: 

    A. Currículo Lattes (extraído da Plataforma Lattes em formato PDF);
    B. Atestado de matrícula;
    C. Carta de apresentação (máximo de 30 linhas);
    D. Espelho de disciplinas do semestre/grade de horários;
    E. Comprovação da elegibilidade à PAA, por meio de validação das auto declarações emitidas pela PROAFE; ou autodeclarações, no caso de pessoas refugiadas, migrantes, solicitantes de refúgio ou portadoras de visto humanitário.

    É de responsabilidade do candidato acompanhar o cronograma, as convocações e tomar ciência da publicação de todos os atos e dos resultados referentes à seleção, divulgados no site https://fepese.org.br. As divulgações previstas no cronograma, disposto no item 3 do edital, serão atualizadas como anexos nesta página nas datas estipuladas.

    Para maiores informações acesse o edital em anexo: Edital 07/02025 – Seleção de Bolsistas de Ações Afirmativas

     


  • Encontros Estaduais do Programa Mais Gestão serão realizados nos três estados do Sul esta semana

    Nesta semana serão realizados os Encontros Estaduais previstos no plano de trabalho do termo de execução descentralizada (TED) assinado pela Universidade Federal de Santa Catarina com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) para a implementação do Programa Nacional de Apoio à Qualificação da Gestão dos Empreendimentos da Agricultura Familiar – Mais Gestão. Os Encontros Estaduais são espaços em que as cooperativas atendidas pelo Programa Mais Gestão Estados do Sul poderão fazer trocas de experiências para fortalecer suas políticas internas de gestão dos empreendimentos. 

    Os Encontros Estaduais ocorrerão do dia 11 ao dia 13 de março. Os Estados definiram o tema de acordo com as demandas específicas que se revelaram com o trabalho dos analistas no campo, durante a fase de levantamento dos diagnósticos de gerenciamento das cooperativas e associações. Nessa fase foi empregada a metodologia desenvolvida pela Agência de Desenvolvimento Alemão (GIZ) de diagnóstico de grau de maturidade das organizações, compreendendo critérios como governança organizacional, gestão de pessoas, gestão econômica financeira, gestão da produção e processos, gestão comercial e gestão socioambiental. Cada um dos 20 empreendimentos atendidos em cada Estado, totalizando 60 na região Sul, poderá levar até dois dirigentes para representar a cooperativa ou associação e participar das atividades propostas.

    No Paraná o evento será realizado na terça (11) e na quarta-feira (12) no município de Lapa. O local do encontro é a Escola Latino Americana de Agroecologia e o tema é o “Intercâmbio de experiências sobre produção e uso de bioinsumos”. O uso, a fabricação, a autonomia na produção e a qualificação dos bioinsumos serão o foco do Encontro Estadual realizado na Escola Latino Americana de Agroecologia, referência no tema. O responsável técnico da Cooperativa Terra Livre, Jocinei Gonçalves de Lima, apresentará no evento os processos, desafios e oportunidades na produção de bioinsumos. Além disso, estão programadas visitas técnicas na biofábrica da Terra Livre, e também, em propriedades que produzem mudas de plantas nativas para reflorestamento, que atuam com sistemas agroflorestais e haverá uma visita exclusiva com uma liderança local para uma conversa sobre ervas medicinais.

    No estado do Rio Grande do Sul o encontro será realizado no Instituto de Educação Josué de Castro, em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, nos dias 12 e 13 de março. A qualificação da gestão e a utilização de ferramentas digitais foram os assuntos mais relevantes para a realidade das cooperativas gaúchas que fará o encontro voltado ao acompanhamento da gestão dos empreendimentos das estratégias adotadas até agora. Entre as estratégias está a gestão pelo método orçamentário e a utilização da ferramenta digital Business Intelligence (BI) que tem aplicação para análise de dados econômicos e vendas.

    Em Santa Catarina, o tema do Encontro será o “Cooperativismo no século XXI: cenários e desafios para a agricultura familiar e a reforma agrária no sul do Brasil”. O local do encontro é o Centro de Treinamento da EPAGRI em Chapecó (CETREC) e será realizado na quarta e na quinta-feira, dias 12 e 13 de março. Estarão em pauta no Encontro catarinense os cenários e tendências do cooperativismo no estado. E também serão discutidas na perspectiva do cooperativismo, as inovações tecnológicas, entre elas o uso de drones, sistemas agroflorestais, bioinsumos e homeopatia na agricultura, e inovações sociais, como a ampliação da participação das mulheres e dos povos indígenas.

    Confira abaixo os convites e as programações por Estado.

     

     

     

     

     

     

     

     


  • Brasília sediou série de reuniões para apresentação e discussão do Programa Mais Gestão

    Aconteceu em Brasília, nos dias 20 e 21 de fevereiro, um encontro promovido pela Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em que houve uma série de reuniões com as Universidades e Institutos Federais que assinaram o termo de execução descentralizada (TED) para implementar o Programa Nacional de Apoio à Qualificação da Gestão dos Empreendimentos da Agricultura Familiar – Mais Gestão. A diretora do Centro de Ciência Agrárias (CCA/UFSC), professora Marlene Grade compareceu ao encontro representando o TED Programa Mais Gestão Estados do Sul assinado pela Universidade Federal de Santa Catarina.

    Diretora do CCA/UFSC, professora Marlene Grade, com o ministro Paulo Teixeira

    A secretária da SEAB Ana Terra Reis solicitou a realização deste encontro para discutir o andamento e possíveis encaminhamentos das parcerias com as Universidades e Institutos Federais no âmbito do Programa Mais Gestão. Na agenda das reuniões, no dia 20 pela manhã, o Ministro do MDA, Paulo Teixeira, presidiu o encontro com os responsáveis pelos TED´s em cada Universidade e Instituto Federal, reforçando o compromisso com a agricultura familiar e as inovações no setor. No período da tarde, foram apresentadas e discutidas as ações que vêm sendo executadas pelas instituições de educação.

    No dia 21, as atividades tiveram início com uma reunião de trabalho da Coordenação Geral de Cooperativismo e Associativismo que contou com a presença do responsável por esta coordenadoria do MDA, Rogério Antônio Mauro. Na agenda, ainda foram tratadas as pautas de estratégias de comunicação e divulgação das realizações do Programa Mais Gestão, a padronização de relatórios e outras atividades e também sobre materiais para publicações de caráter informativo e científico.

    Representantes das Universidades e Institutos Federais reunidos com o MDA para apresentar e discutir os TED´s do Programa Mais Gestão

    O Programa Mais Gestão é uma política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que vem atuando nos três estados da Região Sul e em outras regiões do país no apoio às cooperativas, associações e agroindústrias da agricultura familiar na qualificação da gestão dos empreendimentos da agricultura familiar no acesso aos mercados, possibilitando maior desenvolvimento da administração dos negócios e melhoria, através do acompanhamento e assessoria direta de profissionais analistas técnicos, em temas como governança, contabilidade, administração, rotulagem, responsabilidade socioambiental, entre outros.


  • Cooperativas atendidas pelo Mais Gestão iniciam colheita da safra do arroz orgânico

    Cooperativas da reforma agrária em plena atividade na safra do arroz orgânico
    Foto: Rubens Tasso

    Teve início na segunda semana de fevereiro a colheita da safra do arroz orgânico e o estado do Rio Grande do Sul ocupa papel de destaque nesta atividade. O Brasil é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, há dez anos consecutivos, segundo dados do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA).

    Das quatro cooperativas da reforma agrária responsáveis pela produção, colheita e beneficiamento do arroz orgânico, três são atendidas pelo Programa Mais Gestão Estados do Sul. As cooperativas Cootap, Coopan e Coopat, nos municípios de Eldorado do Sul, Nova Santa Rita e Tapes, respectivamente, respondem por mais de 2 mil hectares plantados de arroz orgânico. A produção é estimada em 120 sacas por hectare e após ser limpo e seco o arroz pode chegar a ter uma quebra de 105 sacas por hectare.

    A produção de alimentos de qualidade, sua comercialização e melhores práticas gerenciais para posicionar no mercado os produtos das cooperativas da agricultura familiar é um dos grandes objetivos do Programa Mais Gestão do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Um Brasil com mais alimentos orgânicos e incentivos à agricultura familiar gera mais qualidade de vida para toda a população.


  • Lei de bioinsumos é um importante passo para maior autonomia da agricultura familiar

    Está em vigor a lei que regulamenta a produção, o uso e a comercialização dos bioinsumos na agropecuária. Bioinsumos são produtos e tecnologias de origem biológica (vegetal, animal, microbiana e mineral) para combater pragas e doenças e melhorar o desenvolvimento das plantas. A Lei 15.070, de 2024, foi aprovada pelo Senado em 3 de dezembro de 2024 e sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De importância particular para a agricultura famliar, a lei de bioinsumos é um grande incentivo a praticas agropecuárias mais sustentáveis além de promover a possibilidade de redução de custos com insumos de produção de culturas e criações de animais.

    Bioinsumos são produtos e tecnologias de origem biológica para combater pragas e doenças de plantas
    Alessandra de Carvalho Silva/Embrapa

    Entre outros pontos, a nova lei dispensa de registro bioinsumos produzidos para o consumo próprio nas propriedades rurais, estabelece mecanismos oficiais de estímulo ao uso de bioinsumos e cria uma taxa para financiar o trabalho de fiscalização pelo Ministério da Agricultura. A norma abrange aspectos como produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, taxas, prestação de serviços, destinação de resíduos e embalagens e incentivos à produção. As disposições da lei se aplicam a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, o orgânico e o de base agroecológica, como também a todos os bioinsumos utilizados na atividade agropecuária.

    Segundo a lei, o controle, o registro, a inspeção e a fiscalização dos produtos e dos estabelecimentos competem ao órgão federal, estadual ou distrital responsável pela defesa agropecuária, no âmbito de suas competências. São divulgados os conceitos de biofábrica, biosinsumo, bioinsumo de uso pecuário, de uso aquícola, de uso aprovado para a agricultura orgânica, ingrediente ou princípio ativo, inóculo de bioinsumo, matéria-prima, entre outros.

    A lei também regulamenta o registro de estabelecimento e produto, a produção para uso próprio, a produção comercial, as competências e a instituição da Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda).  Esta taxa se refere ao exercício regular do poder de polícia administrativa e ao controle das atividades de registro previstas na lei. Ela será cobrada apenas para avaliação e alteração de registros que demandem análises técnicas de bioinsumos produzidos ou importados para fins comerciais, assim como para os estabelecimentos que produzam ou importem com esse propósito.

     

    Fonte: Agência Senado

    Sancionada regulamentação dos bioinsumos — Senado Notícias


  • Balanço do Programa Mais Gestão Estados do Sul aponta para ações positivas nos empreendimentos da agricultura familiar com perspectivas exitosas para 2025

    Programa se consolida como canal aberto e ponto de apoio para atender às demandas dos empreendimentos e da agricultura familiar

     

    Instituído pela Portaria MDA nº 26 de 10 de agosto de 2023, o Programa Nacional de Apoio à Qualificação da Gestão dos Empreendimentos da Agricultura Familiar – Mais Gestão é uma política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que tem como objetivo apoiar cooperativas, associações e agroindústrias da agricultura familiar na qualificação da gestão dos empreendimentos e do acesso aos mercados. O Programa foi implementado em todo o país, e nos Estados do Sul coube à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) a sua implantação através de um termo de execução descentralizada (TED). 

    O ano de 2024 marcou a efetiva implementação do Mais Gestão nos estados do Sul. Entre as ações que se destacaram para a realização desta política pública, houve a composição da equipe de Coordenação, a seleção de bolsistas e a da equipe técnica que atua a campo. No dia 10 de julho de 2024 aconteceu no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC um encontro que reuniu representantes do MDA e das entidades da agricultura familiar da região Sul, cujo principal objetivo foi a articulação com entidades representativas do público-alvo do Programa.  

    Rogério A. Mauro, coordenador geral de associativismo e cooperativismo do MDA em evento do Mais Gestão no CCA/UFSC.

    Além do coordenador geral de associativismo e cooperativismo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Rogério Antônio Mauro, e servidores das superintendências do Ministério do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, também estiveram presentes representantes de movimentos da reforma agrária e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) dos três estados da região. 

    Para executar e atender às demandas das organizações da agricultura familiar, nos meses de agosto e setembro, a equipe de coordenação do Mais Gestão na UFSC trabalhou na elaboração dos editais e seus critérios para a seleção dos empreendimentos de interesse do Programa, totalizando 60 cooperativas, associações e outras formas de organização. O MDA propôs a definição de uma metodologia, com base no Guia ATER Mais Gestão (2018), para avaliar a maturidade da gestão com aplicação de pré-diagnósticos nos empreendimentos. E para compreender o projeto em todo seu escopo e aplicação do método, foram realizadas ações de formação dos profissionais (coordenação, bolsistas, técnicos) que atuam diretamente na sua implementação. 

    Seminário de formação dos analistas que atuam junto aos empreendimentos da agricultura familiar.

    Nos meses de outubro e novembro o foco do trabalho foi na análise dos pré-diagnósticos aplicados considerando os parâmetros metodológicos, baseado em perguntas fechadas. Posteriormente, no campo os técnicos atuaram na validação dos diagnósticos, abrindo espaço para questionamentos abertos. Neste período foram realizadas reuniões nos três Estados para compartilhar com a coordenação os pontos sensíveis identificados na gestão dos empreendimentos. As reuniões, ainda, se tornaram espaço para estabelecer prioridades para adequação dos planos de ação no período em que o Programa ainda será executado e também organizar os parâmetros metodológicos  a serem aplicados na elaboração dos planos de ação.

    Uma das tarefas que merece destaque no Programa é a elaboração de um modelo de plano de ação para fortalecer os processos de gestão dos empreendimentos da agricultura familiar. Através da consolidação deste plano, então, se propôs a criação de um termo de adesão que formaliza o interesse dos empreendimentos no aprimoramento dos pontos sensíveis relacionados nos planos de ação. O Mais Gestão foi estruturado em cinco metas.  E já foram executadas: a estruturação do projeto (Meta 1), a sensibilização de mobilização (Meta 2), o diagnóstico e elaboração participativa dos planos de gestão (Meta 3) e está em curso a realização da Meta 4 que é a assistência técnica em gestão organizacional. 

    O Programa inicia o ano de 2025 com 60 empreendimentos atendidos, e entre eles encontram-se associações, cooperativas e uma aldeia indígena. As ações que o Programa Mais Gestão Estados do Sul promoveu até agora deram suporte aos empreendimentos e se destacam o apoio às cooperativas do Paraná para maior participação em outros editais, o incentivo e construção de plataformas de e-commerce para cooperativas de Santa Catarina, o sistema de inteligência de negócios (BI Business Intelligence, ou Inteligência de Negócios) que consiste na coleta, armazenamento, tratamento, análise e aplicação de dados, essenciais para tomadas de decisões mais assertivas para as cooperativas da reforma agrária. E para as cooperativas ligadas à Unicafes no estado do Rio Grande do Sul será desenvolvido um estudo de viabilidade econômica financeira para construção coletiva de uma agroindústria de esmagamento de soja. 

    Nos próximos meses, além da continuidade da Meta 4 (assistência técnica), o Programa Mais Gestão Estados do Sul dará início à Meta 5 em que serão conduzidas atividades de implantação e monitoramento das ações apontadas nos planos de ação e nos termos de adesão. Também serão realizadas formações individuais e coletivas (no mínimo uma por Estado), além de visitas técnicas em grupo (intercâmbios) para acompanhar as experiências exitosas e/ou de interesse coletivo, além da produção de relatórios com vistas à transparência e prestação de contas do Mais Gestão. O Programa, então, se consolida como um canal aberto e um ponto de apoio, para atender às demandas dos empreendimentos e da agricultura familiar e promover o aperfeiçoamento das políticas públicas e de programas governamentais.